O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) interditou o Frigorífico Boi Bravo Indústria e Comércio Ltda, em Uberaba. A decisão foi tomada após questionamento feito pelo Ministério Público Federal do município sobre as péssimas condições sanitárias do estabelecimento. O MPF pediu esclarecimentos ao Mapa sobre os motivos de não ter sido imposta nenhuma sanção ao frigorífico além da suspensão da certificação internacional. Em resposta ao MPF, o Serviço de Inspeção Federal (SIF), órgão vinculado ao Mapa, informou a existência de constantes reclamações por contaminação dos produtos e de inúmeras autuações, bem como o descumprimento do frigorífico aos planos de ação e relatórios expedidos pela fiscalização federal. Ao questionar o Mapa, o Ministério Público Federal juntou diversas fotografias mostrando a situação do frigorífico, com roedores dentro da indústria, produtos estocados com embalagem danificada em contato direto com piso, ferrugem e sujeira nos equipamentos e paredes, entre outras graves irregularidades. Os fiscais também relataram outras irregularidades, como recorrentes falhas operacionais que colocam em risco a qualidade do produto; constantes relatos de remessa de produtos (carne com osso) contaminados a entreposto frigorífico, além de deficiências na manutenção de equipamentos e instalações e controle de pragas e até mesmo adulterações em documentos como as Guias de Trânsito Animal, o que demonstraria, segundo eles, “total descaso com a legislação vigente e com o Serviço de Fiscalização”. A decisão pela interdição do Frigorífico Boi Bravo só foi tomada no último dia 22 de julho. Após o fechamento, em menos de uma semana, os proprietários efetuaram algumas reformas no estabelecimento e, com base nelas, a chefia do órgão em Minas Gerais, na segunda-feira ( 1), suspendeu parcialmente a interdição, liberando a venda de produtos de origem bovina. O MPF está acompanhando a reforma do frigorífico, para verificar se as obras efetuadas são suficientes para sanar as irregularidades e garantir a segurança alimentar do consumidor. Caso não o sejam, será requisitada nova interdição.
Fonte: Correio de Uberlândia
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